terça-feira, 13 de junho de 2017

Exposição: Garatujas de um Rubro-Negro, no Memorial Getúlio Vargas

Graças à lembrança da grande atriz, Rita Grego, vou fazer uma exposição ali na Glória, no Memorial Getúlio Vargas. Já conhecia o espaço de seminários da UERJ. Uma maravilha agora estar ao lado de Vargas. Só faltava o Brizola (risos).
SRN



Garatujas de um Rubro-Negro

O título que se desdobrou veio com a igual rapidez com que a minha Companheira, Catia, definiu esta exposição:
“Não há uma ideia que a explique, que lhe dê unidade, um conceito; portanto, nada melhor do que usar o seu amor pelo Flamengo, pois, como você diz, a partir do Flamengo, é possível falar de tudo, da política à economia, passando pela arte, até futebol.”

De 16 de junho a 25 de junho de 2017, no Memorial Getúlio Vargas, na Glória


Antônio Máximo
Carioca, nascido na Tijuca e criado em Vila Isabel, ex-desenhista de arquitetura, ex-arte-finalista da extinta Bloch-Editores, ex-marceneiro, graduado em História pela UERJ, ilustrador, cartunista, chargista, caricaturista, com participações em salões de humor (Volta Redonda, Serquilho, entre outros) e publicações em revistas como Agitação, do CIEE, e Revista de História da Biblioteca nacional, entre outras.

terça-feira, 23 de maio de 2017

"A esquerda de que a direita gosta"

Alcançar uma República, em nossa história já bem recheada de interpretações, do "patrimonialismo" ao "sentido da colonização", do "homem cordial" ao "populismo", à "colaboração de classes", à "tutela militar" e "dependência associada", (bastam tantas que já tenham sido atualizadas, agora, neste "presidencialismo de coalizão"), talvez dependa do amadurecimento das vísceras expostas que vivemos. 

Em qualquer apostila está escrito: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficácia, princípios fundamentais a reger o Estado Republicano. 

Vale destacar a cozinha deste cardápio, preparada nos pratos servidos pela grande imprensa. De um lado o Globo, menos farisaico na defesa das "reformas", do outro o "Estado de São Paulo", tão hipócrita quanto a plutocracia que representa e que confunde atraso com conservadorismo e não hesita em jogar no ralo quaisquer escrúpulos na manutenção do vasco do Alvorada por considerá-lo o condestável das "reformas". 

A propósito, Temer é fruto do "presidencialismo de coalizão" articulado a partir da "Carta aos Brasileiros". E o que mais me surpreende é como se pode achar que o que caiu com a Dilma tenha sido, de fato, um governo de esquerda. Brizola, um nacional-popular, no limite da radicalidade do espírito republicano, tinha razão quando dizia que certo tipo de esquerda era tudo do que a direita gostava.

SRN


Vasco do Alvorada


Parece que os corifeus do sistema político chegaram a um acordo: Temer sai, mas não será preso. O esforço agora é viabilizar os meios. Uma vez sem foro privilegiado, como salvar o vice, que não é de São Cristóvão? 


Outra coisa: o que Renan, que participa desse acordo, quis dizer com garantir as eleições de 2018? 


Acaso estariam em risco? Qual a fonte do risco?



Só mais uma: briga de perito contratado não vale. O vice não nega a conversa. E o mais grave é a mesada de 500 mil por semana, recebida pelo preposto indicado pelo vasco do Alvorada, pra vender posições estratégicas no Cade. 


SRN

P.S. Caindo, o vasco do Alvorada é rebaixado do foro privilegiado. Seu advogado cogita entrar com um pedido de suspensão do inquérito na vara de São Cristóvão.



segunda-feira, 15 de maio de 2017

Entidade responde sobre “presidencialismo de coalizão” via whatsapp

Lendo sobre a Cepal, teoria do desenvolvimento, versões dos estudos sobre dependência, Vargas, Jango e me lembrando do Brizola aqui no Rio (seu primeiro governo incomparável, no segundo, já cansado, desinteressado, provavelmente já sem esperança). De repente, caiu um esquadro que mantenho num prego pendurado na parede. E já que me lembrava, lembrei-me também do que me disseram na última consulta de que qualquer entidade agora só por whatsapp.  Como integro um grupo, fiz a consulta sobre como se dará a administração de um renovado regime de colaboração via presidencialismo de coalizão. Não sei qual entidade respondeu. Apenas transcrevo o que o whatsapp psicografou:

“Uma ideia submetida aos Irmãos em Cristo que rejeitam satanás: acreditam que Lula, caso viabilize sua candidatura e eleito, possa terminar o mandato? Não se trata de uma candidatura desde já condenada e que não interessa nada a nossa vida de cristãos fodidos?                       

Eu me explico:                       

Eleito, terá de piorar o tipo de coalizão que engendrou pra se manter na presidência e que nos deu a lava-jato. Ainda assim cairá, pois hoje as condições são outras, muito piores, a radicalização do ambiente não permitira nem os termos nem os agentes da "carta aos brasileiros". Estão todos presos.                    

Se tentar ser radical, cai do mesmo modo.                       


Não acham que o regime de colaboração de classes precisa de um outro tipo de encaminhamento? Ou os Irmãos em Cristo acreditam no Apocalipse Revolucionário?”

SRN

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Há greve geral na pós-modernidade?


A reação no hemisfério norte se manifesta com xenofobia, ódio e uma certa solidariedade entre trabalhadores locais e capital, ao invés de buscar a crítica nas relações de produção. Aqui, a reação dispensa a solidariedade, defenestrando o presidencialismo de coalizão, atacando sem susceptibilidades o campo do trabalho. 

Ainda aqui, a imprensa/empresa manda seus repórteres pra rua com a orientação de criminalizar a greve geral, buscando exemplos de violência, piquetes e depoimentos de trabalhadores que querem trabalhar, mas não podem. A cereja do bolo vem pelos amestrados que ficam no estúdio: "é um direito constitucional o de ir e vir". Pois amestrados, afinal, são intelectuais. 

Onde a pós-modernidade, fragmentária, sem "narrativa vinculante"? Do neopopulismo de direita ao mecanismo ideológico, por excelência, a mídia, não são características típicas do conflito moderno radical?

SRN


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Guerrero não anda de kombi


Este desenho eu fiz faz algum tempo. Foi num empate contra o galo de despacho em que o Guerreiro também fez dois gols. Vale repetir, pois, ontem, metemos dois num time cuja torcida cabe numa kombi e que deve ter enfrentado problemas pra chegar à "arena" maracanã. Chovendo na Guanabara, a Kombi deve ter molhado o platinado ou passado em uma poça numa esquina e atropelado o despacho feito com frango mineiro - o que me fez lembrar-me do desenho que fiz algum tempo. Serve. Ao menos, um pouco de história: Fla x Flu é um Clássico Carioca. Os títulos cariocas dos dois últimos anos foram mais uma palhaçada pós-moderna, felizmente em diluição.


SRN